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Trilhas do Planalto de Itatiaia

 
   

O folheto oficial encontra-se disponível na portaria do PNI, em escala 1:20.000. A versão disponibilizada para download foi preparada para ser impressa em impressoras caseiras, de modo a fornecer um mapa para auxiliar no planejamento das incursões no Planalto. Por esse motivo, a escala numérica foi suprimida, constando apenas a escala gráfica.

   
Para fazer o download do folheto de Trilhas do Planalto, clique nas miniaturas abaixo.
   
PDF (404 KB) PDF (832 KB)
   

Este é um folheto destinado à informação e uso recreativo, sendo os autores, as federações e o parque isentos de responsabilidade sobre danos materiais ou pessoais advindos do uso do mapa e informações nele contidos.

   

O uso de mapas topográficos é bastante disseminado para os praticantes de caminhadas e escaladas por todo mundo. No Brasil é uma raridade, tanto pela dificuldade de acesso as cartas topográficas, quanto pelo pouco material específico publicado. Há grandes possibilidades que este seja o primeiro mapa topo - altimétrico de um trecho de unidade de conservação pública, elaborado tanto para o turista inexperiente quanto para o montanhista habituado a planejar suas atividades com base em mapas topográficos.

O folheto Trilhas do Planalto é resultado do trabalho de voluntários realizado em nome das federações de montanhismo do Rio e de São Paulo, atendendo a uma das necessidades identificadas nas reuniões da Câmara Técnica de Turismo em Montanha, instituída pelo Conselho Consultivo do Parque Nacional do Itatiaia, para melhorar as condições de visitação na região do Planalto.

A região do Planalto, como qualquer área natural, oferece uma série de riscos ao visitante que não possui experiência nesse tipo de ambiente, sendo a falta de informação o principal desencadeador das situações de risco. O folheto contribui para diminuir esta falta de informação, trazendo textos com as recomendações elementares de segurança, roteiro simplificado das trilhas, tempos dos percursos e recomendações para evitar impactos no ambiente. O outro lado é tomado por uma carta topográfica na escala 1:20.000 com as trilhas e pontos permitidos aos visitantes e uma série de fotos para auxiliar na identificação dos pontos relevantes.

As trilhas lançadas são as consideradas "oficiais" para uso público .nos casos da existência de trilhas paralelas foi escolhido o percurso que se apresentava mais consolidado, não constando às bifurcações e atalhos.

O uso de GPS é pouco necessário, mas no caso de utilização, o datum horizontal deve ser ajustado para "Córrego Alegre" . Pela facilidade de cálculo optou-se pela inclusão somente do sistema de coordenadas UTM, cujo o fuso e a zona são 23K. A existência de trilhas paralelas pode gerar dúvidas, caso a intenção seja navegar através do receptor. Nesse caso, apele sempre ao bom senso e utilize outros meios de auxílio à navegação.

A elaboração do mapa constante no folheto utilizou como fonte a folha Agulhas Negras, da coleção Carta do Brasil 1:50.000, publicada em 1981, efetuada a partir de aerofotolevantamento na escala de 1:60.000. Para obtenção de um material de mais fácil leitura, efetuou-se um recorte no trecho de interesse e este foi ampliado em 2,5 vezes. Esse trecho de aproximadamente 32,250 m² ou 3.225 ha, corresponde a menos de 5% da área coberta pela carta fonte, mas concentra as trilhas abertas ao uso na região conhecida como Planalto no Parque Nacional do Itatiaia. Ampliações de documentos cartográficos costumam ser fortemente desaconselhadas, uma vez que as imprecisões e generalizações inerentes ao mapeamento original são igualmente ampliadas, escapando do rigor padronizado para estes documentos. A ampliação para 1:20.000 foi uma solução para facilitar a leitura e a manipulação em campo, junto com uma régua ou escala e a bússola.

Vários itens constantes na carta topográfica original foram retirados para facilitar a leitura, assim como foram realizadas correções importantes, como a altitude do Pico das Agulhas Negras, revista pelo IBGE, e a localização do Abrigo Rebouças, ponto chave para quem quer percorrer as trilhas, deslocado quase 300 metros da posição real na cartografia fonte. O traçado das trilhas foi lançado com a precisão inerente aos receptores GPS de navegação, com erros menores que 12 metros, segundo os cálculos do próprio receptor. Alguns ajustes foram necessários para compatibilizar a cartografia antiga com os dados levantados em campo. Muitos outros detalhes não foram revistos por não serem críticos para o uso proposto.

Foi elaborado um modelo digital de terreno (MDT) com dados do Shuttle Radar Topographic Mission da NASA, sobre o qual a imagem da carta topográfica foi lançada. Este produto foi utilizado tanto para o bloco diagrama que está junto ao texto, quanto para formar o sombreamento no mapa 1:20.000. O sombreamento é um recurso muito utilizado para realçar a topografia, ajudando a visualização por pessoas pouco acostumadas a lidar com mapas e criando um mapa graficamente mais agradável.

   

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